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Textos Livres


Estações | Ana Anspach
Há um tempo de alegria, descobertas sensação que tudo o que faz é ou vai dar certo. A vida proporciona bons momentos de vez em quando. Mas, como tudo o que existe, esse tempo acaba e inicia uma temporada de tristezas e arrependimentos. Fica claro que você só perdeu tempo e deixou de ser feliz. Se acostumou com o perigo das palavras, que viram flexas e cortam a alma. Nesse momento entende, que nada que fez no tempo feliz deu frutos. O que plantou, morreu. E se surpreende ao en
15 de mai.1 min de leitura


Paris, Texas, Curiaú - Viagens íntimas pelo interior do Amapá
Crônica de Rafael Senra Foto de Rosa Ramos Nesse norte brasileiro, ver a estrada amanhecendo junto com o mundo é como atravessar, você e o carro, a abertura silenciosa do Gênesis . O sol nascendo bem na Linha do Equador, um parto que se dá sobre as águas do Amazonas, cuja beleza beira o indizível. Mineiros como eu são habituados a montanhas, colinas e subidas que emolduram a paisagem. Horizontes que só se revelam no alto dos mirantes. Entre o céu e a terra firme, nas Gerais s
15 de dez. de 20255 min de leitura


25 de ago. de 20250 min de leitura


Os três términos | Bruna Chilanti Cordeiro
Estava sempre em cima das mesas da cafeteria em que morava, em uma cidade grande, próxima à capital. Tinha uma parede do local que era de...
21 de ago. de 20255 min de leitura


Três quartos de rio | Mathias de Alencar
Uma vez, sentado à beira do rio, ouvi a senhora, uma velha em seus dissabores, dizer para os homens que a acompanhavam com duas garrafas de cerveja, por certo filhos, vizinhos: — Eu não sou bruxa, sou santa. Rapidamente movi meu rosto, entretido. Não é todo dia que o rio nos diz coisas que a vida demora a conceber. — Papai sempre foi homem indigno, dissera o da esquerda, olhos dispersos, ressaca antes mesmo da bebedeira, moral por certo, ressaca moral. — Deixe o morto
20 de ago. de 20253 min de leitura


O soneto vai muito bem, obrigado | Mathias de Alencar
Sempre fui, e ainda sou, um apaixonado pela estrutura poética dos sonetos. Desde os primeiros jogos de leitura com esses quatorze versos decassílabos (versos de 10 sílabas fonéticas), dispostos em rimas cruzadas ao longo de dois quartetos (estrofes de quatro versos) e outros dois tercetos (de três versos), descobri em mim algo como um desejo de ser poeta, a partir de onde realmente se torna desejável ser poeta — ou seja, para além do mero ímpeto juvenil de querer dizer o que
3 de jul. de 202511 min de leitura


E ir para a casa da titia… É passeio?
Em um lar repleto de cores e risos, uma menina de olhos curiosos e cabelos que dançavam ao vento, como se tivessem vida própria, até...
9 de jun. de 20254 min de leitura


Quem tem medo de poesia (parte 2) | Mathias de Alencar
3. Poema e poesia Aproveitando a citação do poema de Pessoa, é preciso esclarecer aqui alguns termos que usamos quando falamos de poesia. Antes de tudo, poesia, como vimos, diz sobre a ação de poetizar e seu efeito sobre o leitor. O produto da poesia é o poema, aquilo que efetivamente lemos. Carlos Drummond de Andrade, nosso poeta maior, deixa bastante claro isso em seu conhecido poema chamado Poesia. Gastei uma hora pensando em um verso que a pena não quer escrever. No e
2 de jun. de 20257 min de leitura


A Demanda do Saber | por R. F. Raiol
Muita coisa nesse mundo foi pensada para confundir. Isso não quer dizer que somos burros ou que existe um manipulador malvado nos...
21 de mai. de 20252 min de leitura


Skidmark Steve: O Último Profeta | por R. F. Raiol
Todas as pessoas de Macapá foram convidadas pelo prefeito para irem para frente do monumento de São José, a Fortaleza. Todos chegavam...
21 de mai. de 20257 min de leitura
![Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar](https://static.wixstatic.com/media/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.webp)
![Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar](https://static.wixstatic.com/media/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.jpg/v1/fill/w_514,h_386,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.webp)
Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar
Já conversamos algumas vezes por aqui sobre a condição da poesia, seu dilema não só para a crítica, mas sobretudo para o leitor comum. Para que ler poesia? — Eis a pergunta que retorna sempre, e à qual tentam oferecer respostas os mais diversos intelectuais, como recentemente ocorreu em Lisboa. Eis, sobretudo, a pergunta que se faz todo leigo ou iniciante, que não entende muito bem por que uns escrevem sonetos e redondilhas (naturalmente sem ainda saber que assim nomeamos cer
3 de mai. de 20256 min de leitura


A dúvida orgânica | por R. F. Raiol
De escritor para escritor: quem é você? Não estou falando de fama (deixe eles olharem). Não estou questionando se você tem currículo ou algum tipo de talento. Quero saber: qual é a sua voz? De escritor para leitor: você se importa comigo? Não quero seu carinho (não agora). Quero saber se você lê por prazer ou porque sente um vazio indescritível no peito — e precisa de mim para mijar em cima dos seus sonhos. Desculpe por falar assim (eu controlo seu tempo?), mas preciso te ale
1 de mai. de 20252 min de leitura


O Cronista do Inútil | por Ogum da Capadócia
Enpretiadu 23 de abril amanheceu anunciando mundos: Dia de Ogum e São Jorge, aniversário e despedida de Pixinguinha, Lei de Pureza da cerveja… Em suma, encruzilhada total. Pelas ruas de Macapá, devotos desembocam da igreja à Orla do Araxá, velas na mão, pontos de macumba nos lábios. No bar, o santo vira convidado de honra: roda de samba e cerveja gelada. Neste dia, assim como em tantos outros Brasis, Áfricas e Pindoramas, o substantivo persiste quando o adjetivo já voou. É o
27 de abr. de 20253 min de leitura


Adolescência | Mathias de Alencar
O grande escritor russo Fiódor Dostoiévski, sobre quem diversas vezes destaquei seu esmero em produzir tipos tão complexos quanto impossíveis de, ao final, pertencerem àquela simplicidade imaginada pelo próprio conceito de tipo (como os de jogador, o duplo, o idiota, etc.), compôs um desses tipos, obra de maturidade pouco reconhecida, em um romance complexo intitulado O adolescente. A angústia do leitor segue aqui cada surpresa na qual Arkadi Markarovitch se percebia feito de
1 de abr. de 20256 min de leitura


O HOMEM SEM CABEÇA DA QUARESMA | José Fernandes
Bem meus caros leitores, esta história que será narrada, apesar de não constar nas lendas de mamãe, no entanto, é resultado da massificação em nossas mentes das ideias dela, pois senão vejamos: Como já disse inúmeras vezes, mamãe, para nos criar no bom caminho, recorria a histórias horripilantes de assombrações e almas penadas, que nas noites, principalmente, às sextas-feiras 13 da Quaresma ou outras datas importantes do calendário católico/cristão e crenças populares, saía
27 de mar. de 20256 min de leitura


PROCISSÃO DAS ALMAS | José Fernandes
Meus dois irmãos mais velhos, com cerca de 14 e 16 anos, passavam o dia todo trabalhando como camelôs no centro comercial da cidade, e...
14 de mar. de 20256 min de leitura


Giges e O Senhor dos anéis | Mathias de Alencar
Por que falar de anel? Alguém perguntaria. O anel, dentre suas possíveis simbologias, abriga a ideia de perfeição, de um todo fechado em si mesmo e, por isso, sem qualquer falta ou imprecisão. O anel é a perfeição, ainda, porque perfeito vem do latim perfectus que quer dizer perfazer por completo, realizar algo em todas as direções e dimensões possíveis, circunscrever, delimitar. O anel fecha-se em si mesmo porque de nada mais precisa ou depende. Ele resgata algo de uma noção
2 de mar. de 202511 min de leitura


BELLA CIAU (ADEUS, QUERIDA)HOMENAGEM PÓSTUMA À FÁTIMA DINIZ | RUBEN BEMERGUY*
O Sábado é um dia sagrado para os que, como eu, professam a convicção religiosa do judaísmo. Éramos – e ainda somos – raros os judeus nessa linha equatorial. Nossa Sinagoga era nômade, como nômade foi o povo judeu por longa quadra. Um tempo o templo – sinagoga - era na casa do vô Naftali, pai do papai. Em outro tempo, na casa de Seu Jayminho, e, em outro, na casa do tio Moysés Zagury, irmão da mãe do papai, minha vó. Mas, em 23 de fevereiro de 1985, exatamente um sábado, a vi
24 de fev. de 20252 min de leitura


O FINADO CABRESTO | José Fernandes
A lenda da alma penada do “Finado Cabresto” , foi uma das que mais me meteu medo quando eu era criança, não sei se porque eu já nascera...
23 de fev. de 20256 min de leitura


A paixão é o drama | Mathias de Alencar
Esses dias sonhei que eu deixava uma folha com meus escritos voar. Eu estava no bairro onde cresci, tinha encontrado alguns amigos de infância, e enquanto falava com eles, a folha de papel voava bruscamente para longe, em razão de uma ventania que fez sacudir o papel daqui-dali com certa violência. Fui atrás da folha com pressa, atravessando a rua, tentava prever para onde o vento a levaria toda vez que eu me aproximava, até que enfim consegui apanhá-la e voltei para o lugar
12 de fev. de 20256 min de leitura


A LAVADEIRA E A MISSA DOS MORTOS (Histórias que mamãe contava) | José Fernandes
Era uma noite com muitas nuvens escuras, como a anunciar chuvas, atrapalhando o brilho da lua, tornando as ruas mais tenebrosas e silenciosas, quando a lavadeira Maria, se dirigiu, como sempre fazia todas as semanas, à casa da patroa para entregar uma trouxa de roupas limpas e passadas. A jornada era longa, tinha que caminhar com o pesado fardo sobre a cabeça, cerca de dois quilômetros só de inda, até chegar à casa da madame, recuperar um pouco o folego, para logo em seguid
10 de fev. de 20254 min de leitura


SAUDADES DE MINHA "DOMINIQUE" | José Fernandes
Mamãe sempre sonhou com um amor perfeito, como aquele cantado por Soeur Sourire em "Dominique". Lembrava-se da melodia alegre e da letra...
4 de fev. de 20252 min de leitura


MACAPÁ, MACAPÁ | Aroldo Pedrosa
À sombra daquela samaumeira Eu vou fazer uma canção pra ela Uma canção singela, tropicalista bem brasileira... Que faça adormecer e...
4 de fev. de 20251 min de leitura


Ode a Macapá, 267 anos | Ana Higina Agra
Foto: Visit Brasil Mil setecentos e cinquenta e oito Nascia a cidade ao norte Banhada pelas águas doces e brilhantes do Rio Amazonas, A...
4 de fev. de 20252 min de leitura


À hora | Ori Fonseca
O que seria se nos pudesse ser dada a oportunidade de revisar a vida como se fosse um texto. Este mesmo, depois de publicado, foi revisado três vezes (até agora), porque faltavam ou excediam letras. Mas o que seria revisar as faltas ou excessos da vida? À HORA À hora do salto no vazio, eu retrocedo; Sou covarde demais para me desapegar. Não abro mão nem dos erros que cometi, Penso que, sem eles, eu não seria eu. Hoje, à beira da morte, lembro-me de a ter encontrado no trilho
2 de fev. de 20252 min de leitura


"Tramontinas" da literatura | por Rafael Senra*
Existem panelinhas em todos os campos da cultura e da arte, e posso dizer isso porque já transitei em vários desses campos. Mas as...
23 de jan. de 20254 min de leitura


A pressa | Ori Fonseca
Eu não queria escrever este ano, mas a escrita, mais do que uma expressão estética, é para mim um escape, um divã. A dor da perda precisa ser purgada, precisa ser processada, senão a alma desanda. Perdi uma amiga querida. Juliana foi alguém com quem convivi por muitos anos na mesma equipe de trabalho. Alguém com quem aprendi muito e passei a respeitar por sua firmeza de ideia e caráter. Viveu intensamente porque a curta vida, em seu caso, fez-se curta demais. E aqui vamos nós
20 de jan. de 20251 min de leitura


A GREVE DAS GALINHAS| José Fernandes
Uma História de Resistência e Solidariedade Em um pequeno sítio, uma mulher dedicada criava galinhas para vender ovos para poder...
20 de jan. de 20253 min de leitura


FELIZ VITÓRIA | José Fernandes
2025 já começa com prazo de validade estabelecida. Na verdade, é uma corrida com obstáculos com duração de 365 dias e ponha empecilhos, a...
20 de jan. de 20252 min de leitura


NATAL – UMA CANTATA DE AMOR CHAMADA FAMÍLIA | José Fernandes
Na época do Natal, memórias quentes e carinhosas voltam à tona. Nossos filhinhos, agora adultos, recordam com carinho e saudade os tempos...
25 de dez. de 20242 min de leitura


"O BICHO QUE SE LIGA" | José Fernandes
No jardim crepuscular de nosso lar, Uma surpresa nos esperava, A filhinha de dois anos a observar, Um mundo novo se descortinava. Um...
17 de dez. de 20241 min de leitura


A PRIMEIRA VIAGEM DE BUSÃO: UMA LIÇÃO DE VIDA | José Fernandes
Minha filha de cinco anos nunca tinha andado de ônibus, porém, como o nosso carro estava com defeito, certo dia, precisamos levá-la à...
9 de dez. de 20242 min de leitura


Secreto | Filipe Rocha
Enfim, tomei a pílula do acaso, sincero e um pouco dopado, levemente extasiado. Sem nem mesmo palavras, comunicadas para ti. Um silêncio...
17 de nov. de 20241 min de leitura


O nortista | José Maria Alcântara Fernandes
O sulista, lista do Nordeste para cima, de nortista o povo que povoa por precisão, religião e com dedicação, toda aquela região, levando...
1 de set. de 20242 min de leitura


Três poemas de Eccio Casasanta Urrutia
Desta vez, recebemos com muito carinho três poemas gentilmente cedidos pelo poeta ítalo-venezuelano Eccio Casasanta Urrutia...
5 de ago. de 20243 min de leitura


Três poemas de Ana Anspach
Aroma de outono É outono no meu coração E as flores brancas e perfumadas Que florescem enquanto escrevo Adornam meu colo. Beija-flor faz...
4 de ago. de 20241 min de leitura
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