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Estações | Ana Anspach
Há um tempo de alegria, descobertas sensação que tudo o que faz é ou vai dar certo. A vida proporciona bons momentos de vez em quando. Mas, como tudo o que existe, esse tempo acaba e inicia uma temporada de tristezas e arrependimentos. Fica claro que você só perdeu tempo e deixou de ser feliz. Se acostumou com o perigo das palavras, que viram flexas e cortam a alma. Nesse momento entende, que nada que fez no tempo feliz deu frutos. O que plantou, morreu. E se surpreende ao en
Silvio Carneiro
15 de mai.1 min de leitura


Paris, Texas, Curiaú - Viagens íntimas pelo interior do Amapá
Crônica de Rafael Senra Foto de Rosa Ramos Nesse norte brasileiro, ver a estrada amanhecendo junto com o mundo é como atravessar, você e o carro, a abertura silenciosa do Gênesis . O sol nascendo bem na Linha do Equador, um parto que se dá sobre as águas do Amazonas, cuja beleza beira o indizível. Mineiros como eu são habituados a montanhas, colinas e subidas que emolduram a paisagem. Horizontes que só se revelam no alto dos mirantes. Entre o céu e a terra firme, nas Gerais s
juliarojanski
15 de dez. de 20255 min de leitura


Silvio Carneiro
25 de ago. de 20250 min de leitura


Os três términos | Bruna Chilanti Cordeiro
Estava sempre em cima das mesas da cafeteria em que morava, em uma cidade grande, próxima à capital. Tinha uma parede do local que era de...
Silvio Carneiro
21 de ago. de 20255 min de leitura


Três quartos de rio | Mathias de Alencar
Uma vez, sentado à beira do rio, ouvi a senhora, uma velha em seus dissabores, dizer para os homens que a acompanhavam com duas garrafas de cerveja, por certo filhos, vizinhos: — Eu não sou bruxa, sou santa. Rapidamente movi meu rosto, entretido. Não é todo dia que o rio nos diz coisas que a vida demora a conceber. — Papai sempre foi homem indigno, dissera o da esquerda, olhos dispersos, ressaca antes mesmo da bebedeira, moral por certo, ressaca moral. — Deixe o morto
juliarojanski
20 de ago. de 20253 min de leitura


O soneto vai muito bem, obrigado | Mathias de Alencar
Sempre fui, e ainda sou, um apaixonado pela estrutura poética dos sonetos. Desde os primeiros jogos de leitura com esses quatorze versos decassílabos (versos de 10 sílabas fonéticas), dispostos em rimas cruzadas ao longo de dois quartetos (estrofes de quatro versos) e outros dois tercetos (de três versos), descobri em mim algo como um desejo de ser poeta, a partir de onde realmente se torna desejável ser poeta — ou seja, para além do mero ímpeto juvenil de querer dizer o que
Silvio Carneiro
3 de jul. de 202511 min de leitura


E ir para a casa da titia… É passeio?
Em um lar repleto de cores e risos, uma menina de olhos curiosos e cabelos que dançavam ao vento, como se tivessem vida própria, até...
Silvio Carneiro
9 de jun. de 20254 min de leitura


Quem tem medo de poesia (parte 2) | Mathias de Alencar
3. Poema e poesia Aproveitando a citação do poema de Pessoa, é preciso esclarecer aqui alguns termos que usamos quando falamos de poesia. Antes de tudo, poesia, como vimos, diz sobre a ação de poetizar e seu efeito sobre o leitor. O produto da poesia é o poema, aquilo que efetivamente lemos. Carlos Drummond de Andrade, nosso poeta maior, deixa bastante claro isso em seu conhecido poema chamado Poesia. Gastei uma hora pensando em um verso que a pena não quer escrever. No e
Silvio Carneiro
2 de jun. de 20257 min de leitura


A Demanda do Saber | por R. F. Raiol
Muita coisa nesse mundo foi pensada para confundir. Isso não quer dizer que somos burros ou que existe um manipulador malvado nos...
Silvio Carneiro
21 de mai. de 20252 min de leitura


Skidmark Steve: O Último Profeta | por R. F. Raiol
Todas as pessoas de Macapá foram convidadas pelo prefeito para irem para frente do monumento de São José, a Fortaleza. Todos chegavam...
Silvio Carneiro
21 de mai. de 20257 min de leitura
![Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar](https://static.wixstatic.com/media/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.webp)
![Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar](https://static.wixstatic.com/media/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.jpg/v1/fill/w_454,h_341,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/4b9daa_0bcbb7019157409ebb222eda643d5f18~mv2.webp)
Quem tem medo da poesia? [1] | Mathias de Alencar
Já conversamos algumas vezes por aqui sobre a condição da poesia, seu dilema não só para a crítica, mas sobretudo para o leitor comum. Para que ler poesia? — Eis a pergunta que retorna sempre, e à qual tentam oferecer respostas os mais diversos intelectuais, como recentemente ocorreu em Lisboa. Eis, sobretudo, a pergunta que se faz todo leigo ou iniciante, que não entende muito bem por que uns escrevem sonetos e redondilhas (naturalmente sem ainda saber que assim nomeamos cer
Silvio Carneiro
3 de mai. de 20256 min de leitura


A dúvida orgânica | por R. F. Raiol
De escritor para escritor: quem é você? Não estou falando de fama (deixe eles olharem). Não estou questionando se você tem currículo ou algum tipo de talento. Quero saber: qual é a sua voz? De escritor para leitor: você se importa comigo? Não quero seu carinho (não agora). Quero saber se você lê por prazer ou porque sente um vazio indescritível no peito — e precisa de mim para mijar em cima dos seus sonhos. Desculpe por falar assim (eu controlo seu tempo?), mas preciso te ale
Silvio Carneiro
1 de mai. de 20252 min de leitura


O Cronista do Inútil | por Ogum da Capadócia
Enpretiadu 23 de abril amanheceu anunciando mundos: Dia de Ogum e São Jorge, aniversário e despedida de Pixinguinha, Lei de Pureza da cerveja… Em suma, encruzilhada total. Pelas ruas de Macapá, devotos desembocam da igreja à Orla do Araxá, velas na mão, pontos de macumba nos lábios. No bar, o santo vira convidado de honra: roda de samba e cerveja gelada. Neste dia, assim como em tantos outros Brasis, Áfricas e Pindoramas, o substantivo persiste quando o adjetivo já voou. É o
Silvio Carneiro
27 de abr. de 20253 min de leitura


Adolescência | Mathias de Alencar
O grande escritor russo Fiódor Dostoiévski, sobre quem diversas vezes destaquei seu esmero em produzir tipos tão complexos quanto impossíveis de, ao final, pertencerem àquela simplicidade imaginada pelo próprio conceito de tipo (como os de jogador, o duplo, o idiota, etc.), compôs um desses tipos, obra de maturidade pouco reconhecida, em um romance complexo intitulado O adolescente. A angústia do leitor segue aqui cada surpresa na qual Arkadi Markarovitch se percebia feito de
Silvio Carneiro
1 de abr. de 20256 min de leitura


O HOMEM SEM CABEÇA DA QUARESMA | José Fernandes
Bem meus caros leitores, esta história que será narrada, apesar de não constar nas lendas de mamãe, no entanto, é resultado da massificação em nossas mentes das ideias dela, pois senão vejamos: Como já disse inúmeras vezes, mamãe, para nos criar no bom caminho, recorria a histórias horripilantes de assombrações e almas penadas, que nas noites, principalmente, às sextas-feiras 13 da Quaresma ou outras datas importantes do calendário católico/cristão e crenças populares, saía
Silvio Carneiro
27 de mar. de 20256 min de leitura


PROCISSÃO DAS ALMAS | José Fernandes
Meus dois irmãos mais velhos, com cerca de 14 e 16 anos, passavam o dia todo trabalhando como camelôs no centro comercial da cidade, e...
Silvio Carneiro
14 de mar. de 20256 min de leitura


Giges e O Senhor dos anéis | Mathias de Alencar
Por que falar de anel? Alguém perguntaria. O anel, dentre suas possíveis simbologias, abriga a ideia de perfeição, de um todo fechado em si mesmo e, por isso, sem qualquer falta ou imprecisão. O anel é a perfeição, ainda, porque perfeito vem do latim perfectus que quer dizer perfazer por completo, realizar algo em todas as direções e dimensões possíveis, circunscrever, delimitar. O anel fecha-se em si mesmo porque de nada mais precisa ou depende. Ele resgata algo de uma noção
Silvio Carneiro
2 de mar. de 202511 min de leitura


BELLA CIAU (ADEUS, QUERIDA)HOMENAGEM PÓSTUMA À FÁTIMA DINIZ | RUBEN BEMERGUY*
O Sábado é um dia sagrado para os que, como eu, professam a convicção religiosa do judaísmo. Éramos – e ainda somos – raros os judeus nessa linha equatorial. Nossa Sinagoga era nômade, como nômade foi o povo judeu por longa quadra. Um tempo o templo – sinagoga - era na casa do vô Naftali, pai do papai. Em outro tempo, na casa de Seu Jayminho, e, em outro, na casa do tio Moysés Zagury, irmão da mãe do papai, minha vó. Mas, em 23 de fevereiro de 1985, exatamente um sábado, a vi
Silvio Carneiro
24 de fev. de 20252 min de leitura


O FINADO CABRESTO | José Fernandes
A lenda da alma penada do “Finado Cabresto” , foi uma das que mais me meteu medo quando eu era criança, não sei se porque eu já nascera...
Silvio Carneiro
23 de fev. de 20256 min de leitura


A paixão é o drama | Mathias de Alencar
Esses dias sonhei que eu deixava uma folha com meus escritos voar. Eu estava no bairro onde cresci, tinha encontrado alguns amigos de infância, e enquanto falava com eles, a folha de papel voava bruscamente para longe, em razão de uma ventania que fez sacudir o papel daqui-dali com certa violência. Fui atrás da folha com pressa, atravessando a rua, tentava prever para onde o vento a levaria toda vez que eu me aproximava, até que enfim consegui apanhá-la e voltei para o lugar
Silvio Carneiro
12 de fev. de 20256 min de leitura
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