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A Gaiola do Regionalismo: Como o rótulo de "literatura amapaense" sabota os autores na prateleira
Ano passado, quando participei (como ouvinte) de uma mesa de editores na Flipelô, um dos palestrantes contava que nos corredores de uma das maiores feiras literárias do país, ele esbarrou com um livreiro independente e um olheiro de uma gigante multinacional. O assunto era um manuscrito brilhante que vinha do Norte do país. O livro tinha tudo: um thriller psicológico denso, prosa afiada, personagens moralmente ambíguos. Mas, quando o projeto chegou à mesa do conselho editoria
Silvio Carneiro
há 9 horas6 min de leitura


Humberto Moreira: O mestre que ensinou o Amapá a ouvir
Uma homenagem ao ícone do rádio e do jornalismo amapaense, cuja voz e humildade marcaram gerações. Por Silvio Carneiro | 27 de julho de 2026 Em março de 2005, iniciei minha carreira de professor no curso de Jornalismo da extinta Faculdade Seama. Fazia pouco mais de dois meses que eu havia desembarcado de mala e cuia em Macapá, e aquela seria minha primeira experiência em sala de aula. Lembro-me bem daquela noite. Na sala dos professores, uma conversa rolava animada entre os v
Silvio Carneiro
27 de jul.4 min de leitura


A Era de Ouro da Literatura Amapaense e o Fim dos Feudos Literários
A Leitora, óleo de Jean-Honoré Fragonard, 1770–1772 Em seu primeiro livro de crônicas, “Telas e Quintais” (1986), nosso saudoso Fernando Canto foi cirúrgico ao analisar “A questão da literatura amapaense”. Dizia o mestre: Ainda hoje a “literatura amapaense” vive um período de narcose ou letargia, numa profunda sonolência, causada pela carraspana do egoísmo, da pseudo-intelectualidade e da megalomania, aliados à falta de talento e à mediocridade. (…) Temos exemplos amargos,
Silvio Carneiro
16 de jul.3 min de leitura


Gatos por lebres
O mercado editorial é, frequentemente, vítima de uma esquizofrenia romântica. De um lado, temos a aura intocável do "escritor", o artesão das ideias; do outro, a engrenagem pesada, suja de tinta e movida a planilhas financeiras, que transforma essas ideias em um produto físico de 300 páginas. Quando esses dois mundos colidem sem o devido preparo, o resultado costuma ser um choque de egos e um festival de desinformação. É exatamente esse choque que vem acontecendo pelos "corre
Silvio Carneiro
25 de jun.4 min de leitura


A quem interessa dificultar o processo? O labirinto burocrático do CEPC-AP
Quando o Estado se propõe a criar mecanismos públicos de participação da sociedade civil em políticas, o objetivo primordial deveria ser a democratização do acesso.No entanto, o Regulamento Eleitoral do Conselho Estadual de Política Cultural do Amapá (CEPC/AP) para o segmento da Literatura parece remar na direção oposta. Ao analisar as regras impostas, fica a pergunta: a quem interessa dificultar tanto um processo que deveria ser puramente democrático? A resposta se desenha
Silvio Carneiro
29 de mai.3 min de leitura


Torcer pela Mangueira é torcer pela nossa terra!
A Estação Primeira de Mangueira levou para o mundo a história de Raimundo dos Santos Souza, o inesquecível Mestre Sacaca, guardião dos saberes da floresta, curandeiro, marabaixeiro e símbolo vivo da cultura tucuju. Um homem que preparava garrafadas, chás e unguentos, chamado de “doutor da floresta”, que unia ciência popular, fé e tradição afro-amazônica. Ao homenagear sua trajetória, o enredo exaltou a Amazônia negra e a força de um povo que resiste, cria e transforma. Para n
Lulih Rojanski
17 de fev.2 min de leitura


Ao leitor do futuro | Lulih Rojanski
Eu quero ter leitores, muitos leitores no futuro. Quero ter leitores agora também, aos milhares, mas hoje, particularmente, penso no leitor do futuro, aquele que tomará o livro nas mãos como uma relíquia de um passado distante, e que me lerá, com especial estranhamento às frases líricas, à linguagem poética, ao modo pretensioso de dizer coisas que todo mundo sabe como se fossem grandes novidades. Não vou arriscar maiores projeções para esse futuro, não sei como serão os autom
Silvio Carneiro
9 de mar. de 20253 min de leitura
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