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Projeto valoriza saberes ancestrais e fortalece a cultura quilombola do Curiaú, em Macapá

juliarojanski
há 7 minutos
3 min de leitura

Texto: Mary Paes


O Quilombo do Curiaú, em Macapá, é território de memória, resistência e riqueza cultural afro-brasileira. Para valorizar essa herança e aproximar as novas gerações das tradições da comunidade, o projeto "Quilombo do Curiaú – Território Ancestral e Potência Criativa” promove, nos dias 30 de outubro e 3, 4 e 5 de novembro, oficinas culturais voltadas a estudantes das escolas públicas Maria do Carmo Viana e Maria Neusa do Carmo. Nesta primeira etapa, as atividades serão realizadas no Centro de Cultura Raízes do Bolão, na Maloca da Tia Chiquinha, no próprio quilombo.


Idealizada pelo músico e compositor Adelson Preto, a iniciativa busca fortalecer a identidade quilombola por meio da transmissão de conhecimentos que atravessam gerações. A programação reúne práticas ligadas à música, ao artesanato, à culinária tradicional e à oralidade, proporcionando aos estudantes o contato direto com saberes que fazem parte da história e do cotidiano da comunidade.


Entre as atividades estão oficinas de confecção de instrumentos de percussão, como caixas de marabaixo e tambores de batuque; artesanato; fabricação de gengibirra, bebida tradicional associada às manifestações culturais amapaenses; contação de histórias; ritmos do marabaixo e do batuque; além de demonstrações do processo de fabricação da farinha. As oficinas serão conduzidas por moradores e detentores desses conhecimentos, valorizando a experiência de quem mantém vivas as tradições do Curiaú.



Para Adelson Preto, compartilhar esses saberes é uma forma de fortalecer os vínculos entre as novas gerações e suas raízes. “O Curiaú é um território de muita história, resistência e criatividade. Cada instrumento, cada ritmo, cada história contada e cada saber compartilhado carrega a memória dos nossos ancestrais. Queremos valorizar esses conhecimentos, aproximar os jovens das nossas tradições e mostrar que a cultura quilombola continua viva, produzindo identidade, pertencimento e novas possibilidades”, destaca o idealizador.


Após essa primeira fase, o projeto entrará em uma segunda etapa, com a realização das oficinas diretamente nas escolas participantes. A proposta é ampliar o acesso às atividades e aproximar ainda mais o ambiente escolar dos conhecimentos, das práticas e das expressões culturais do Quilombo do Curiaú.


A iniciativa é realizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com recursos geridos pela Secretaria de Estado da Cultura do Amapá e produção da Associação Ói Nóiz Akí.


Cronograma das oficinas


Local: Centro de Cultura Raízes do Bolão, na Maloca da Tia Chiquinha, Quilombo do Curiaú.


30 de outubro

- Estudantes da Escola Estadual Maria do Carmo Viana

- Horário: das 8h às 11h30


3 e 4 de novembro

- Estudantes da Escola Estadual Maria Neusa do Carmo

- Horário: das 14h às 17h30


5 de novembro

- Estudantes da Escola Estadual Maria do Carmo Viana

- Horário: das 14h às 17h30


Oficinas e facilitadores


- Confecção de instrumentos de percussão: caixas de marabaixo e tambores de batuque, com Pedro Bolão;

- Artesanato: com Benedita Ricarda;

- Fabricação de gengibirra: com Antônia Márcia;

- Contação de histórias: com Esmeraldina dos Santos;

- Ritmos do marabaixo e do batuque: com Alex Biluca e Diego Bolão;

- Fabricação de farinha: com Januário e João Bolão.


Durante as oficinas haverá feira de produtos quilombolas.


Serviço


Projeto: Quilombo do Curiaú – Território Ancestral e Potência Criativa


Datas: 30 de outubro e 3, 4 e 5 de novembro de 2026.


Local: Centro de Cultura Raízes do Bolão, na Maloca da Tia Chiquinha, Quilombo do Curiaú, Macapá (AP).


Público: estudantes das escolas estaduais Maria do Carmo Viana e Maria Neusa do Carmo.


Fotos: Arquivo do projeto


Atendimento à imprensa: Mary Paes – (96) 99179-4950

 
 
 

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