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Maré Alta de Palavras: Primeiro encontro do projeto "Porto Literário" atraca com sucesso arrebatador no SESC Amapá

  • Foto do escritor: Silvio Carneiro
    Silvio Carneiro
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Com um cais lotado e ventos soprando a favor da cultura, o evento celebrou a literatura infantojuvenil produzida no Amapá com debates enriquecedores e lançamento de novas obras.



Na noite de ontem, 30 de abril, as águas da cultura tucuju ficaram agitadas, mas incrivelmente convidativas para uma viagem inesquecível. A Editora O Zezeu e o SESC Amapá içaram as velas e inauguraram oficialmente as rotas do projeto Porto Literário . O cais escolhido para essa primeira e bem-sucedida atração foi o Espaço Bem-Estar — que abriga a cafeteria e a biblioteca da unidade SESC Centro, em Macapá —, transformado, das 19h às 21h, em um verdadeiro convés de saberes e encantamento.


O espaço, com calado suficiente para a calmaria da leitura diária, ficou pequeno para a maré humana que inundava o local. O grande público compareceu em peso, provando que a nau da nossa literatura tem passageiros fiéis. Além dos marujos de primeira viagem e dos leitores assíduos, uma tripulação de honra contornada com grandes brilhos da cultura local.


Estiveram a bordo prestigiando o evento:


  • Genário Dunas , diretor do Departamento de Cultura do SESC Amapá;

  • Wilma Mesquita , bibliotecária da instituição;

  • Paulo Rocha , representante da Secult-AP;

  • Judivalda Brasil , conselheira municipal de políticas culturais;

  • Negra Áurea e Cecília Lobo , representantes do Coletivo de Literatura Infantil do Amapá (CLIAP);

  • Soraia Brito (Café com Letras) e Elcilene Cativo (Café Literário), representando os clubes de leitura;

  • Bruno Muniz e Genniffer Moreira , poetas do Coletivo Pena & Pergaminho.


Cada um desses navegantes importantes ancoraram seu apoio a essa iniciativa, celebrando a força das correntes culturais do estado.


A Bússola do Debate



Com as âncoras recocolhidas, a viagem principal foi guiada por uma dinâmica roda de conversa. O tema, "Histórias que encantam e educam - A literatura infantojuvenil produzida no Amapá" , fluiu como uma correnteza ágil e refrescante.


No leme das discussões, um quinteto de verdadeiros almirantes das letras: os escritores Marven Junius Franklin , Laura do Marabaixo , Maria de Belém Andrade , Lulih Rojanski e Lu de Oliveira . Eles navegaram pelas profundezas do imaginário amazônico e infantil, debatendo como as histórias gestadas em nossas terras servem de farol e bússola para a educação e a identidade das novas gerações.


Novas Embarcações Lançadas ao Mar



Mas um bom porto também é, por excelência, o lugar de onde partem novas jornadas. A noite foi de batismo para quatro obras que prometem navegar por águas prósperas no oceano da imaginação infantil. Foram lançados oficialmente os livros:


  • "As Três Marias Encantadas de Tartarugalzinho" , de Marven Junius Franklin;

  • "Yana, a menina de tranças" , de Laura do Marabaixo;

  • "Açaizônico" , de Maria de Belém Andrade;

  • "Nossa Escola Quilombola" , de Lulih Rojanski.


O Cais Mercantil



Para que nenhum passageiro voltasse para casa sem uma lembrança dessa travessia, o cais mercantil trabalhou a todo vapor. A noite contou com a venda direta das obras recém-lançadas e a exposição de todo o precioso carregamento do Selo Editorial Zim — o selo focado no público infantil e infantojuvenil da Editora O Zezeu.


O primeiro encontro do Porto Literário desatracou de sua noite de estreia deixando uma esteira luminosa de sucesso e a certeza de que, neste vasto oceano de palavras, a literatura brasileira produzida no Amapá tem porto seguro e horizontes infinitos para desbravar. Que venham as próximas marés!



 
 
 

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