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Festival Amazônia Terra Preta 2026 une cultura, ciência e ação climática em Macapá

  • juliarojanski
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura


Entre os dias 7 e 9 de agosto, a União dos Negros do Amapá (UNA), em Macapá, recebe a quinta edição do Festival Amazônia Terra Preta (ATP), promovido pelo Instituto Mapinguari. Com o tema "A periferia sente, a periferia cobra: incidência política para ação climática", o evento reunirá pesquisadores, lideranças indígenas, quilombolas, ribeirinhas, artistas, movimentos sociais e juventudes para discutir soluções para a crise climática a partir da realidade amazônica.


O Festival Amazônia Terra Preta é uma plataforma que conecta cultura, produção de conhecimento, mobilização social e incidência política, reforçando que as respostas para os desafios climáticos precisam partir do protagonismo dos povos da Amazônia.


Ao longo dos três dias, a programação contará com painéis, oficinas, feira da sociobiodiversidade, mostra científica e atrações culturais. Entre os temas em debate estão racismo ambiental, adaptação climática, transição justa, soberania alimentar, agricultura familiar, participação política, os impactos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas e a necessidade de políticas públicas voltadas aos territórios mais vulneráveis.


Na quinta-feira (7), os painéis abordarão o enfrentamento ao racismo ambiental (9h), os impactos da crise climática no Bailique (10h45), os desafios da exploração de petróleo na Foz do Amazonas (15h) e a importância da adaptação climática nas políticas públicas e no período eleitoral (16h45). Na sexta-feira (8), os debates continuam com os painéis "Meu pirão de açaí em risco: políticas climáticas para soberania alimentar" (9h) e "Transição Justa: é preciso acreditar no trabalho dos territórios que seguram o céu" (10h45), discutindo segurança alimentar, agroecologia e alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia.


Outro destaque é o programa Juventudes pelo Clima, Território e Soberania Alimentar, desenvolvido em escolas públicas do Amapá. Durante o festival, será apresentado um documento elaborado por jovens guardiões do clima, com propostas para fortalecer a participação das juventudes nas decisões sobre o futuro dos territórios e incentivar compromissos públicos durante o período eleitoral.


A programação também inclui oficinas gratuitas de hortas urbanas comunitárias, expressão corporal e cineclubismo e produção audiovisual, todas realizadas no dia 8 de agosto, às 15h, fortalecendo a agroecologia, a cultura e os vínculos comunitários.


A tradicional Feira da Sociobiodiversidade reunirá artistas, artesãos e empreendedores da economia criativa amazônica. Entre os expositores confirmados estão Pontuou, Zathura, Selvática, Artes Choksu, Pop Artes Store, Ugo Ateliê, Associação de louceiras do Maruanum, Bloom Papelaria, Cleokokedamas, Ros' Arts Colares de Sementes e Pirografia; Arte Mapige; Semente Wanaku; Ateliê By France; Dadá Artesanatos; Gengibirra da Nega; Doces Shopia; Arte Aristé Cunani; Arte Apalai Waiana; Arte das Mãos, e Sementes do Araguari, além de diversos outros produtores locais.



A programação cultural também irá movimentar o festival com apresentações da dupla de rap Tasha & Tracie, do Grupo Batuque do Ajudante, DJ Liz, Mangarataia Reggae, Bell Brandão e Naré, mostrando que arte e cultura também são ferramentas de mobilização e defesa dos territórios.



O Festival Amazônia Terra Preta 2026 contará ainda com espaços acessíveis, área destinada às pessoas com deficiência, tradução em Libras e equipe de apoio durante toda a programação, reafirmando seu compromisso com uma participação cada vez mais inclusiva.


Com entrada gratuita, o evento convida a população a refletir sobre justiça climática, fortalecer redes e construir coletivamente caminhos para uma Amazônia mais sustentável, democrática e socialmente justa.

 
 
 
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