Difusora de Macapá comemora 80 anos de história e se prepara para uma nova era da comunicação pública

A Rádio Difusora de Macapá (RDM) festejou, na última sexta-feira (11), oitenta anos de história e de contribuição para a comunicação pública do Amapá. Inaugurada em 1946, a emissora acompanhou diferentes períodos da trajetória do estado e se tornou parte da memória de gerações de amapaenses, especialmente por seu papel na prestação de serviços e na aproximação entre a capital e comunidades do interior e das áreas ribeirinhas.
Ao longo de 80 anos, a Difusora esteve presente em momentos importantes da vida da população. Por meio de suas ondas, notícias, informações de utilidade pública e mensagens chegavam a localidades onde o acesso a outros meios de comunicação ainda era limitado. Além de transmitir conteúdos, a emissora construiu uma relação de proximidade com os ouvintes e consolidou-se como um dos símbolos da comunicação pública amapaense.
A secretária de Comunicação do Estado e ex-diretora da Rádio Difusora, Ana Girlene, destacou a importância de preservar esse legado ao mesmo tempo em que a emissora avança em direção às novas formas de comunicação. Para ela, os 80 anos representam um marco não apenas para a rádio, mas para toda a história da comunicação no Amapá. A secretária ressaltou ainda que a emissora teve papel fundamental na formação de profissionais que se tornaram referências no jornalismo e no rádio local, além de cumprir uma importante função de cidadania ao levar informação de interesse público para diferentes regiões.
A modernização da emissora também integra essa nova etapa. Atualmente, a Difusora ampliou sua atuação nas redes sociais e em diferentes plataformas digitais, mantendo a produção de conteúdo ao longo do dia. Paralelamente, o Governo do Estado trabalha para viabilizar a migração do sinal para a frequência FM, considerada um dos principais projetos para o futuro da rádio.
A comemoração dos 80 anos também homenageou os profissionais que ajudaram a construir a história da emissora. Radialistas que passaram pelos estúdios da Difusora ao longo das décadas deixaram suas marcas na comunicação do estado e ajudaram a estabelecer o vínculo de confiança que a rádio mantém com seu público.
Entre esses profissionais está o radialista Paulo Silva, que iniciou sua trajetória na emissora em 1975, aos 20 anos. Aos 71, ele relembra a relação construída ao longo de quase 50 anos com a rádio e define a Difusora como uma verdadeira escola para os profissionais da comunicação amapaense.
“Na minha vida profissional, a Difusora é tudo”, afirmou o radialista, ao recordar o início de sua carreira. Segundo ele, a emissora possui uma importância especial para Macapá e para as comunidades do interior, mantendo ao longo dos anos a missão de levar comunicação e informação a diferentes públicos.
Para Paulo Silva, a história da rádio também se confunde com a formação de diversas gerações de radialistas. Profissionais que hoje atuam no estado tiveram, em algum momento, uma passagem pela emissora, reforçando a importância da Difusora como espaço de aprendizado e formação.
Ao completar 80 anos, a Rádio Difusora de Macapá comemorou não apenas seu passado, mas também os caminhos que pretende trilhar no futuro. Entre a tradição construída ao longo de gerações e a necessidade de acompanhar as transformações tecnológicas, a emissora segue com a missão de informar, prestar serviços e aproximar a comunicação pública da população.
A chegada ao FM e a expansão para o ambiente digital representam novos capítulos de uma história que começou em 1946 e continua sendo escrita diariamente, mantendo a Rádio Difusora como uma das vozes mais tradicionais e reconhecidas da comunicação pública do Amapá.
Fotos: Sal Lima/GEA




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