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Aprovação de novas políticas culturais marca momento histórico para o Amapá

  • juliarojanski
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura
Foto: Crystiano Mendes
Foto: Crystiano Mendes

O setor cultural amapaense vive um momento histórico. A Assembléia Legislativa do Amapá (Alap) aprovou, nesta terça-feira (9), por unanimidade, o Plano Estadual de Cultura e a atualização da Lei Estadual de Incentivo à cultura, duas medidas que vão fortalecer a produção artística, ampliar oportunidades, e garantir mais estrutura para o desenvolvimento cultural em todo o estado. As propostas, construídas com participação de artistas, produtores, gestores públicos, conselhos e representantes da sociedade civil, estabelecem uma nova base para a formulação das políticas culturais dos próximos anos. A expectativa é que os instrumentos assegurem maior planejamento, transparência e eficiência na aplicação dos recursos destinados ao setor.


O Plano Estadual de Cultura passa a orientar as ações governamentais para a próxima década, definindo metas, prioridades e estratégias voltadas à preservação, promoção e valorização da cultura produzida no Amapá. A iniciativa busca garantir continuidade às políticas públicas culturais, independentemente das mudanças de gestão, fortalecendo o acesso da população às atividades artísticas e culturais em todas as regiões do estado.


Já a revisão da Lei Estadual de Incentivo à Cultura moderniza os mecanismos de fomento existentes, tornando os processos mais acessíveis e menos burocráticos. A medida amplia as possibilidades de financiamento para projetos de diferentes portes e segmentos, facilitando o acesso de artistas, coletivos, produtores e agentes culturais aos recursos necessários para transformar ideias em ações concretas.



Para a secretária de Estado da Cultura, Clicia Di Miceli, a aprovação representa a consolidação de um compromisso assumido pelo Governo do Estado com o fortalecimento permanente da cultura. Segundo ela, além de aprovar novas legislações, o momento simboliza a criação de instrumentos duradouros capazes de assegurar estabilidade, valorização dos trabalhadores da cultura e ampliação do acesso da população às manifestações culturais.


O texto aprovado pelos parlamentares reúne contribuições construídas ao longo de anos de debates, conferências, consultas públicas e encontros realizados em diferentes municípios do Amapá. O processo participativo permitiu que as demandas de diversos segmentos culturais fossem incorporadas às propostas, fortalecendo o caráter democrático das novas políticas.



O Presidente do Conselho Estadual de Política Cultural, Cirley Picanço destacou que a aprovação reflete uma construção coletiva que ultrapassa os limites institucionais. Segundo ele, o resultado é fruto do diálogo realizado em todo o estado, ouvindo artistas, trabalhadores da cultura e representantes da sociedade civil para garantir que as políticas públicas reflitam as necessidades reais do setor.


Entre os agentes culturais, a expectativa é de que as mudanças produzam impactos diretos no cotidiano da produção artística. O representante da sociedade civil, Claudio Silva, avalia que a simplificação dos processos de incentivo deve facilitar a captação de recursos e estimular a realização de novos projetos, contribuindo para a geração de emprego, renda e circulação cultural nos municípios amapaenses.


Durante a tramitação legislativa, as matérias receberam apoio dos parlamentares. Relator dos projetos, o deputado estadual Rodolfo Vale ressaltou a importância de garantir segurança jurídica e agilidade à aprovação das propostas, destacando a cultura como uma das áreas estratégicas para o fortalecimento da identidade regional e para o desenvolvimento da economia criativa.


Com a aprovação das duas iniciativas, o Amapá passa a contar com ferramentas mais modernas para impulsionar a cadeia produtiva da cultura, valorizar a diversidade cultural e ampliar oportunidades para artistas e produtores em todas as regiões do estado. A expectativa agora é pela sanção do Governo do Estado, etapa que consolidará definitivamente um novo marco para a gestão cultural amapaense e para o futuro da produção artística local.



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