Negra Áurea transforma música em manifesto contra a violência e pela identidade amazônica
- juliarojanski
- há 7 horas
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Com a proximidade do aniversário de Macapá, a artista Negra Áurea dá início a uma série de produções audiovisuais que homenageiam a cidade e reforçam pautas urgentes como resistência cultural, letramento de gênero, inclusão e enfrentamento à violência contra a mulher. Entre os destaques estão os videoclipes “Joia Rara da Amazônia” e “Vou Tocar o Tambor”, atualmente em fase de gravação.
O clipe “Joia Rara da Amazônia” propõe uma reflexão profunda sobre a resistência dos povos amazônicos e a valorização da identidade regional. A obra conta com a participação do Sr. Neilton, que retrata a arte como instrumento de resistência na luta pela preservação da Amazônia em pé, e do Movimento Mulherio das Letras, que entra com um manifesto contundente contra o feminicídio e a violência direcionada às mulheres.

Outro ponto de destaque da produção é a interpretação em Libras realizada por Joh, reforçando o compromisso do projeto com a inclusão e a acessibilidade. Produzido pela YN Creative Studio, o videoclipe comemora a diversidade, a cultura e a força simbólica da Amazônia, unindo música, imagem e ativismo social.
Paralelamente, Negra Áurea também está em gravação com o videoclipe “Vou Tocar o Tambor”, que traz o tambor como elemento central de memória, luta e identidade amazônica. O ritmo ganha ainda mais potência com a participação de mulheres pretas na percussão, afirmando presença, ancestralidade e protagonismo feminino em cada batida.

A produção conta com a colaboração do grupo Herdeiros do Marabaixo, referência na preservação e difusão dessa manifestação cultural que atravessa gerações no Amapá. O encontro entre música, tradição e resistência transforma o clipe em um verdadeiro ato de afirmação cultural.
Nos bastidores, o clima é de festa e expectativa. As gravações reúnem artistas, movimentos sociais e coletivos culturais em torno de uma mensagem comum: a arte como ferramenta de transformação, denúncia e valorização da identidade amazônica.
Segundo a artista, “coisa boa vem por aí”. E vem carregada de significado, ritmo e luta, reafirmando que a Amazônia é, de fato, uma joia rara, viva em sua cultura, em seus povos e em suas vozes femininas.





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