Leitura que transforma: Biblioteca Social do Iapen alcança 1,4 mil internos com projeto de remição
- juliarojanski
- há 3 horas
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Foto: Netto Lacerta

A leitura tem se consolidado como instrumento de transformação dentro do sistema penitenciário amapaense. A Biblioteca Social Libertar, vinculada ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), já alcança cerca de 1,4 mil internos por meio do projeto Remição pela Leitura, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo o processo de ressocialização.
A iniciativa é um projeto do Governo do Estado do Amapá, que investe em políticas públicas voltadas à educação e à reintegração social dos detentos. O programa permite que os internos reduzam parte da pena por meio da leitura e produção de resenhas, estimulando o aprendizado, a reflexão crítica e a construção de novos projetos de vida. A ação oferece oportunidades concretas de mudança e recomeço. Trabalhando diretamente na biblioteca há dois anos e sete meses, o interno Wagner Monteiro Magalhães destaca o impacto da iniciativa no cotidiano carcerário.
“Trabalho na biblioteca há dois anos e sete meses com gosto e prazer. Eu acho que o melhor projeto da biblioteca foi esse. O fato de poder chegar ao interno, poder ir até ele, eles pegam os livros, leem os livros, têm acesso aos eles, e no final disso tem uma remição, que isso é o melhor presente pra eles”, afirma.
O alcance do projeto se estende pelos pavilhões da maior unidade prisional do estado, além das atividades desenvolvidas no Centro de Promoção Humana e Cidadania (CPHC), espaço voltado a ações educacionais e de reintegração social. De acordo com Henrique Lemos, diretor do Departamento de Ressocialização e Cidadania, o dinamismo da iniciativa tem sido fundamental para garantir que a leitura chegue a um número cada vez maior de internos.
“Aqui dentro do CPHC, nós desenvolvemos atividades pedagógicas voltadas à ressocialização, e esse projeto tem um alcance muito dinâmico. Na maior penitenciária do estado, que é a penitenciária masculina, nós temos o alcance dentro dos pavilhões pela biblioteca e aqui no espaço físico do Centro de Promoção Humana e Cidadania”, conclui.
Ao transformar livros em pontes para o conhecimento e a cidadania, a Biblioteca Social Libertar reforça o papel da educação como ferramenta essencial na reconstrução de trajetórias e na criação de novas histórias dentro e fora do sistema prisional.




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