Governo do Amapá em 2025: um ano de teias culturais, festas amazônicas e pontes para o futuro
- Silvio Carneiro
- há 5 dias
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O Amapá fechou 2025 com um calendário cultural vibrante, orquestrado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Sob o lema de consolidação de políticas inclusivas, o governo estadual investiu em encontros participativos, editais abertos e megaeventos que celebram a diversidade amazônica – do marabaixo ao congado, passando por heranças franco-coloniais e indígenas. Com R$ 17 milhões via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), incluindo R$ 2 milhões para Pontos de Cultura, o ano reforçou a cultura como motor de solidariedade, economia circular e identidade regional.

Teias vivas: Encontros que reconectam comunidades culturais
O pontapé inicial veio em janeiro, com a Teia Amapá Re-Conecta 2025, em Mazagão. Pioneiro no Brasil, o encontro preparatório para a Teia Nacional de Cultura Viva reuniu 34 Pontos de Cultura para debater a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). Rodas de conversa, eleições de delegados e reflexões sobre resistência cultural marcaram o evento, posicionando o Amapá como vanguarda na articulação de base.
Em outubro, o Encontro Estadual da Teia ampliou o diálogo, com delegados traçando estratégias para valorizar expressões locais. Esses espaços não foram formais: pulsaram com apresentações artísticas, fortalecendo coletivos periféricos e combatendo desigualdades, como destacado no balanço anual da Secult.

Festas e jornadas: Celebrações que unem arte, sustentabilidade e tradição
Outubro brilhou com a V Jornada Cultural Franco-Amapaense, que entrelaçou arte e sustentabilidade em homenagem à herança franco-colonizadora do estado. Já em dezembro, o Fim de Ano Amazônico integrou cultura, solidariedade e economia circular até 31/12, transformando praças em palcos de trocas comunitárias.
O gran finale é o Réveillon do Amapá (27-31/12, Fortaleza de São José): programação gratuita com seis atrações nacionais, 50 artistas locais, a icônica Festa das Aparelhagens e a Estação Primeira de Mangueira. O evento visa fomentar turismo, renda cultural e união, ecoando o espírito festivo amazônico em tempos de fim de ano.
Parcerias como o Rio Gastronomia (agosto), com sabores e ritmos regionais, e o Inova Amazônia Summit (maio, Macapá), com marabaixo, samba e indígenas ao lado do Sebrae, ampliaram o alcance, misturando inovação tecnológica a raízes ancestrais.

Fomentos e editais: Democratizando o acesso à criação
A Secult abriu portas via Circuito das Artes 2025, selecionando fazedores de cultura para múltiplas linguagens em eventos estaduais. No Mapa Cultural AP, editais premiaram projetos em territórios e comunidades, garantindo bens culturais acessíveis. Esses mecanismos, somados ao balanço de dezembro que reforça compromissos inclusivos, consolidaram um ecossistema onde artistas emergentes ganham visibilidade e recursos.
O Governo do Amapá prova em 2025 que cultura é investimento vivo: de teias participativas a fogos de artifício com batucada, o estado teceu uma rede que resiste e inova. Para 2026, espera-se expansão desses legados, com mais Pontos de Cultura e editais nacionais.
Fontes: Portal Amapá, Secult-AP, G1 e Agência Amapá. Imagens: Acervo Secult e eventos oficiais.





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