Podemos dizer que paradoxo é uma verdade que nos chama a atenção pelo jeito curioso que exprime a própria verdade. Exemplo disso é o paradoxo da “liberdade humana”, explorado à exaustão aqui, com maestria, por Maria Aparecida Pinto, autora que não teme desafiar a ideia de que “somos mestres de nossas próprias vidas”, mas ao mesmo tempo, prisioneiros das escolhas que fazemos. A autora é uma niilista convicta que ousa desconstruir o conhecimento filosófico tradicional e
lança uma crítica voraz aos intelectuais que, segundo ela, não possuem a verdadeira compreensão da sabedoria. A sua prosa poética é permeada por um ceticismo penetrante que revela seu desencanto e desaprovação pelos padrões intelectuais e sociais vigentes. Em uma exploração íntima de sua identidade, Maria Aparecida nos leva a conhecer as falhas de uma sociedade desumanizada, através de metáforas contundentes que simbolizam a degradação e corrupção não só do ser humano, mas do tecido social como um todo. Conhecer e editar textos de uma escritora visceral e emotiva como Maria
Aparecida Pinto é uma honra para nós, editores. É ter a certeza de que a boa literatura, questionadora e rebelde (no melhor dos sentidos) continua viva.
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R$ 60,00Preço
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