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  • Foto do escritorSilvio Carneiro

Escritor Paulo Tarso Barros lança 2ª edição de "O Benzedor de Espingarda"


Noite de chuva fina em Macapá. Em vista das altas temperaturas dos últimos meses, os 26° de temperatura já fizeram com que alguns macapaenses tirassem seus casacos do guarda-roupas para irem até o Sesc Centro participar do lançamento da 2ª edição revisada do livro de contos O Benzedor de Espingarda, do escritor maranhense radicado no Amapá, Paulo Tarso Barros. O livro foi lançado originalmente em 1998.

Nos últimos 25 anos, muita coisa mudou: A internet se tornou uma parte essencial da vida, com sua infinita quantidade de informação, entretenimento, comunicação e serviços online. A ciência e a medicina avançaram muito, com novas vacinas, tratamentos, diagnósticos e terapias para muitas doenças. A globalização e a migração também aumentaram muito, de modo que, agora, temos mais contato e interação com pessoas de diferentes países, culturas, línguas e religiões. E até a literatura tem passado por significativos processos de mudança. Surgiram e se consolidaram novas vozes e temas. A literatura brasileira se abriu para a pluralidade de experiências, perspectivas e expressões de diferentes grupos sociais, étnicos, regionais, de gênero e de sexualidade. A linguagem e a forma também sofreram mudanças. A literatura brasileira se renovou na maneira de contar histórias, de construir personagens, de dialogar com o leitor, de experimentar com a linguagem e de explorar novos gêneros e formatos. A ampliação do público e do mercado também são uma realidade. Surgiram novos leitores, novos espaços de divulgação, novos selos editoriais, novos prêmios literários, novos eventos e festivais, novos meios e plataformas de publicação e de consumo. E aquela literatura que ficava muitas vezes segregada em regionalismos passou a ganhar, cada vez mais, visibilidade, reconhecimento, prestígio e circulação dentro e fora do país. Vinte e cinco anos depois de seu primeiro lançamento, O Benzedor de Espingarda, no entanto, prova que é um livro que não envelheceu. "A obra veio com uma nova diagramação; novas fotos; um prefácio e muito amor. Esse livro abriu os caminhos literários pra mim aqui no Amapá, quando ele passou a ser usado nas faculdades e, até hoje, isso me surpreende, porque é um texto muito simples e continua sendo usado em muitos trabalhos das turmas das faculdades de Letras. Então é um prazer retornar com O Benzedor repaginado. É o momento de apresentá-lo novamente a toda a comunidade leitora do Amapá. Mas a essência do livro permanece a mesma. Eu fiz pequenas alterações no texto, mantendo, no entanto, a oralidade dos personagens, que são pessoas simples, do povo, com suas crendices e superstições", enfatiza Paulo.

Estiveram presentes familiares, amigos e admiradores da obra de Paulo Tarso. No brevíssimo cerimonial, confrades da Academia Amapaense de Letras, bem como colegas da Associação de Escritores e da vida acadêmica teceram suas impressões sobre o livro e sobre o autor. A área de lazer da Biblioteca do Sesc ficou pequena para todos que queriam abraçar o escritor e registrar em fotos a lembrança de mais uma noite de festa para a literatura produzida no Amapá.

Abaixo, você confere alguns momentos da festa.


Área de lazer da Biblioteca do Sesc
Paulo Tarso com o amigo e escritor César Bernardo
Paulo com amigos e colegas escritores

Paulo Tarso com a escritora Ana Cristina Tracaioly

Paulo com o escritor, confrade e presidente da Academia Amapaense de Letras, Fernando Canto
Paulo com a escritora Lulih Rojanski
Paulo com o escritor Marvin Cross
Público durante o cerimonial

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