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  • Lulih Rojanski

A Arca de Noé de Vinícius de Moraes no Rio Amazonas

Atualizado: 31 de out. de 2023


A obra-prima infantil do inesquecível poeta e compositor carioca Vinicius de Moraes, A Arca de Noé, é eterna. Tanto a obra literária quanto a obra musical, reunida em dois maravilhosos álbuns: A Arca de Noé I e II. E há ainda um terceiro não menos maravilhoso, cuja produção, revista e atualizada dos dois álbuns clássicos, assinada e lançada em 2013 pela compositora e cantora gaúcha Adriana Calcanhotto.

O livro de Vinicius de Moraes foi escrito e lançado em 1970, há 53 anos e já ultrapassa uma centena de edições ao longo desses anos, contemplando e encantando gerações e mais gerações de crianças brasileiras do Oiapoque ao Chuí.

E agora a mais recente ideia vem de um artista nato da Amazônia, ou mais precisamente do Amapá, o poeta, compositor e produtor cultural Aroldo Pedrosa, nascido em Macapá, capital do estado, situada à margem esquerda do maior rio do planeta, o Amazonas, exatamente onde as volumosas águas do grande rio que nascem nas Cordilheiras dos Andes, desembocam, ou seja, se encontram com as águas do oceano Atlântico. É o delta, a chamada foz do grande e majestoso "rio das amazonas".

O projeto, neo-tropicalista antropofágico, fará interação dos poemas e canções da obra literária e musical de Vinicius de Moraes com novos poemas escritos pelo artista amapaense. Vinte e quatro poemas no total, número aproximado de poemas que compõe a última edição da obra A Arca de Noé do poetinha. E boa parte deles (15 no total) será musicado por compositores da Amazônia, uma vez que os poemas-canções cantarão sobretudo a fauna e a flora amazônicas. E esses vão juntar-se às obras musicais dos três álbuns de Vinicius de Moraes e parceiros.

O projeto será composto de um livro com ilustrações coloridas, um CD/EP e o musical, cujo lançamento oficial está previsto para o Dia da Criança, 12 de Outubro de 2024, que também é Dia de Nossa Senhora Aparecida - padroeira do Brasil. O evento será realizado no Complexo Cultural e Turístico Trapiche Eliézer Levy de Macapá, que fica bem em frente à cidade sobre as águas do rio Amazonas, e em uma estrutura de palco, som e iluminação a ser armada e montada em cima do complexo. A proposta de apresentação do projeto também é itinerante, isto é, levá-lo às principais capitais de estados que formam a Amazônia.

A coordenação do projeto fará contato com os detentores dos direitos autorais da obra literária e musical de Vinicius de Moraes para que seja estabelecida, conforme a lei de direitos autorais, a parceria.

A Amazônia é um celeiro de espécies de animais silvestres e vegetais que vivem em risco de extinção por uma série de agressões praticadas pelo homem. Algumas espécies que habitam a região vivem ameaçadas constantemente, entre elas, o peixe-boi, o raríssimo beija-flor Topaza Pella da Serra do Navio (AP) - descoberto pelo naturalista Augusto Ruschi -, a arara azul, o mico leão dourado e os botos tucuxi e vermelho, só para citar alguns exemplos. Esses os alvos preferenciais do mais implacável predador da nossa natureza, o bicho-homem. E "A Arca de Noé de Vinicius de Moraes no Rio Amazonas", concebida e assinada pelo poeta amazônida Aroldo Pedrosa, vem para chamar a atenção da sociedade e das autoridades competentes brasileiras por essa terrivel desenfreada ameaça, e conscientizar as novas gerações quanto ao futuro do planeta. E o que é mais importante: com manifestações culturais e ambientais, cujas vozes emanam da própria Amazônia.

A Arca de Noé de Vinicius de Moraes foi tema de TCC de três acadêmicas do Curso de Licenciatura em Letras do Instituto de Educacão Superior do Amapá-IESAP no ano de 2015. "O Lúdico e a Poesia de Vinicius de Moraes: Uma Proposta com Base em Três Poemas da Obra A Arca de Noé".

"A Arca de Noé de Vinicius de Moraes no Rio Amazonas" vem sendo escrita em dois idiomas: português e francês. As canções terão versões em francês. A razão é pela fronteira que o Amapá faz com a Guiana Francesa e que esta, por sua vez, é parte geográfica integrante da Amazônia. E o projeto já estabelece parceria da revista brasileira Vanguarda Cultural (Ponto de Mídia Livre II e III, reconhecida pelo Ministério da Cultura-MinC nos anos 2010 e 2015, respectivamente) com a revista francesa MITARAKA - uma publicação cultural da Associação Mitaraka da Guiana Francesa e que tem apoio do Ministério da Cultura da França.

A obra lítero-musical deve trazer uma iluminação nova para a Amazônia. "Quem viver navegará!", finaliza o compositor amapaense.


Texto e foto da revista Vanguarda Cultural.

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