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  • Lulih Rojanski

1ª Folia Literária do Amapá se destaca como a mais bela festa de 2023

Atualizado: 31 de out. de 2023


Foram três dias de muita literatura e música que marcaram a 1ª Folia Literária Internacional do Amapá, nos dias 27, 28 e 29 de outubro no Parque do Forte.


O evento representou a realização de um persistente desejo do governador Clécio Luís, que há muitos anos acalentava o sonho de oferecer à sociedade e aos fazedores de literatura uma feira literária que aproximasse o autor e seu público leitor, que proporcionasse um espaço para o conhecimento das obras literárias do Amapá e o reconhecimento de seus autores.


Por outro lado, o evento fez parte das ações do Governo do Estado do Amapá voltadas para a cultura e a educação, através da Secretaria de Cultura (Secult) e com produção da Oca Produções. A folia contou ainda com o apoio dos senadores Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP).

A curadoria ficou a cargo de um time experiente: o poeta, cantor e compositor paraense radicado no Amapá, Joãozinho Gomes; o poeta, jornalista e produtor cultural alagoano, José Inácio Vieira de Melo; o sociólogo amapaense João Milhomem, e o professor e pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap) Yurgel Caldas.


O evento homenageou grandes nomes da poesia produzida no Amapá. Os destaques foram Alcy Araújo e Ivo Torres. Alcy Araújo Cavalcante foi poeta e jornalista. Paraense radicado em Macapá, escreveu para importantes jornais como O Liberal e o Estado do Pará, além de ter sido diretor da Rádio Difusora de Macapá (RDM) e de ter lançado dois livros em vida – Autogeografia (1965) e Poemas do Homem do Cais (1983). Em 1997 foi lançada sua obra póstuma Jardim Clonal.


Ivo Torres, era carioca de nascimento, mas radicado no Amapá desde 1950, é conhecido como um dos primeiros poetas modernistas do Amapá. Ao longo de sua trajetória, publicou mais de 20 livros e fundou a revista cultural Rumo. Infelizmente, Torres faleceu em maio deste ano e não pôde receber as homenagens em vida.


Outros homenageados foram a professora Aracy Mont'Alverne, que veio do estado do Pará para o Amapá em 1942 e lançou livros como "Luzes da Madrugada", de 1988, e "Arquivo do Coração", em 1997, além de várias peças infantis e de composições musicais.


E Mauro Guilherme, cantor, compositor e músico, autor de contos, romances e poemas premiados. Já o poeta Isnard Brandão, filho do prestigiado Isnard e da professora de música Walkíria Lima, foi poeta, advogado, boêmio e místico, nascido em Manaus.


Aracy Mont’Alverne emprestou seu nome ao Barracão Multivozes, onde foram realizadas as palestras e mesas temáticas com escritores locais e convidados de outros estados e países. Outro espaço para palestras e oficinas foi o Barracão das Palavras Mauro Guilherme. Já Isnard Lima foi o homenageado do charmoso espaço a céu aberto Gengibirra Literária, onde aconteceram diversos lançamentos de livros e sessões de autógrafos.


Durante os três dias de evento, o Lugar Bonito recebeu o título de “cidade literária”. E o clima era mesmo de uma pequena cidade charmosa e acolhedora incrustada em pleno centro de Macapá. Nesta “cidade”, além dos barracões e da Gengibirra Literária, os visitantes puderam passear pelos estandes do Corredor Literário e adquirir obras na Feira de Livros e na Pororoca de Livros; conhecer a produção de histórias em quadrinhos no espaço HQ; se informar sobre empreendimentos do segmento literário e visitar as exposições Cápsula do Tempo Virtual (Projeto de Memória – Amapá 80 anos) e Alcy Araújo e Ivo Torres, da Biblioteca Pública Elcy Lacerda. E para quem quisesse mostrar sua arte de forma independente, foi instalado o Palco Livre.

Fora do Corredor Literário, havia ainda o Palco Remanso, onde grandes artistas do Amapá e de outros estados do Brasil se apresentaram.


Como bem destacou a secretária de Cultura do Amapá, Clícia Vieira Di Miceli, a Folia Literária Internacional do Amapá foi uma resposta do governador Clécio a uma demanda do segmento literário, alinhada com as diretrizes da Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura. “Estamos fazendo um resgate muito importante, realizando este evento, inclusive, durante as comemorações dos 80 anos de criação do Amapá, o que torna este momento um marco na história do nosso estado e no investimento na literatura", reforçou a secretária.


De fato, há muito tempo não se via em Macapá um evento literário tão bonito. O público lotou os espaços e autores locais receberam o devido reconhecimento. Artistas, intelectuais e escritores de outros lugares, como Jackson Costa, Lilia Schwarcz, Maria Fernanda Elias Maglio, Manoel Herzog, entre outros de igual importância, puderam trocar experiências belíssimas com a produção feita em terras tucujus. Este momento deixará grande saudade. Que venha a segunda Folia!
























Fotos: O Zezeu

Elton Tavares

GEA








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